Be the change you want to see – M.G.
01/08/2009
Que força nos agarra à vida? Que nos desperta de manhã e nos dá força para levantar. A vida é engraçada. Lutamos todos os dias por mais e mais sem fazer ideia porquê. Aprendemos e crescemos, “viajamos para nos perder, e depois para nos encontrar”. Estou neste país há um mês, a lutar por uma sociedade que ainda sonha com os nossos medos. Sei qual é o meu papel aqui apesar de como muitos outros não saber porquê. Vim para aqui para ajudar estas pessoas, dar um brilho a uma criança que fosse, mas pergunto-me se vim por elas ou por mim. Acredito que foi por elas, mas não me sentisse eu melhor por isso não teria vindo certamente. É errado pensar desta forma? E fôssemos todos menos egoístas seríamos menos humanos? É uma das mais marcantes características da humanidade.
Os adultos andam de um lado para o outro, apanham comboios para um lado, e logo a seguir regressa outro cheio de mais adultos insatisfeitos com o destino dos primeiros. A verdade é que vivemos perdidos, a nossa inteira sociedade, capaz de colocar o homem na lua e destruir a Terra, vive perdida no medo. Da solidão. Devíamos ser todos um pouco mais crianças, com sonhos e ambições. Despreocupados e livres. Livres do vício da própria condição humana.
Acho piada pensar que vim para um país onde eu como todos os outros não tenho nada, e sinto-me completo. Desvalorizei tudo, valorizei poucas coisas, as mais importantes certamente.
Viajo pelas ruas de Jaipur e penso que estúpidos que somos nós, pessoas cultas e desenvolvidas que vivemos numa bolha de plástico, daqueles muito tecnologicamente apelativos, com protecção UV e à prova de comunicação com o terceiro mundo. No mínimo conveniente.
Romper com uma sociedade dormente começa em nós, cabeças livres capazes de sonhar mais alto.
Be the change you want to see, Mahatma Gandhi.



“O nosso medo mais profundo, não é de que sejamos inadequados.
O nosso medo mais profundo, é que sejamos poderosos demais. É a nossa luz, não a nossa escuridão o que mais nos assusta.
Nós nos perguntamos. “Quem sou eu para ser brilhante, alegre, cheio de talentos e fabuloso?”
Na verdade, quem é você para não o ser? Você é um filho de Deus. Fazer menos do que pode não serve o mundo. Não há nada de luminoso no facto de se encolher para que outras pessoas se sintam tão inseguras com você.
Nascemos para manifestar a glória de Deus que está dentro de nós. Ela está não só em alguns de nós, está em todos nós. E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos permissão aos outros para fazerem o mesmo.
À medida que nos libertamos do nosso medo, a nossa presença automaticamente liberta outros.”
Nelson Mandela – Discurso inaugural 1994.
You are definitely already part of that change you want to see, and I can see it from the other side of the world, believe me.
É mais que evidente a mudança e o impacto que essa experiência está a ter em ti.
Muita força e um beijinho grande directamente de Portugal para a Índia, para todos vocês!